sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Dois trens apresentam problemas e causam transtornos aos passageiros

Fonte: O Dia

Rio - Dois trens apresentaram problemas na manhã desta sexta-feira. Às 6h41, na estação Jardim Primavera, um trem que seguia para a Central do Brasil apresentou avaria e precisou retornar para a estação Saracuruna. A SuperVia informa, que os passageiros foram informados pelo sistema de áudio e precisaram desembarcar na estação para prosseguir viagem em outras composições. No momento, o ramal opera com intervalos irregulares.

Já às 7h, houve um problema operacional em um trem que seguia para Japeri, quando cruzava o ramal Belford Roxo na altura de Rocha Miranda. Os passageiros precisaram desembarcar na via com o auxílio dos agentes e foram encaminhados à estação Rocha Miranda. "Não há registros de feridos e a circulação está desviada para a linha 2", informa a concessionária. Os intervalos seguem irregulares.

Problema até em novo trem
A viagem inaugural do primeiro trem modernizado da SuperVia ontem foi literalmente por água abaixo. Na estreia da composição — uma das 73 que custarão R$ 200 milhões em reformas —, a principal mudança nos veículos falhou: o recém-instalado ar-condicionado não funcionou em um dos vagões e, em outro, formou goteiras. A iluminação interna também sofreu pane.

O trem foi apresentado ontem como pronto pelo secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, e o presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, mas, após um ano na oficina, acabou voltando para conserto, de onde só sai de novo na próxima quinta.

Na viagem frustrada, a composição saiu da Central e, na primeira parada (Praça da Bandeira), passageiros chegaram a embarcar mas tiveram que descer rapidamente após o maquinista anunciar que o trem não seguiria viagem “por problemas técnicos”. As panes no ar e no sistema de iluminação geraram constrangimento também no vagão em que estavam Lopes, Cunha e a imprensa.

“Esta é uma viagem de testes. Ainda há ajustes para serem feitos”, tentou justificar Cunha. Ao contrário do prometido inicialmente, a viagem ficou restrita a jornalistas.

Autoridades e repórteres mudaram para outro vagão, com a promessa de mais conforto. Mas o vagão seguinte estava ainda pior, com água jorrando do teto pelo sistema de ar condicionado. A viagem seguiu, sem parar em nenhuma estação, até Deodoro.

O secretário, que ao embarcar disse que “a SuperVia estava fazendo a coisa certa”, em relação aos investimentos, não quis comentar o incidente e também não foi mais localizado após o fim da viagem, em Deodoro.

Este ano foram 1.400 falhas

Os últimos dias foram de sucessivas falhas e protestos em três ramais diferentes da SuperVia. Desde sexta-feira, as constantes avarias em trens levaram passageiros até a deitar nos trilhos em manifestação. Para o secretário Júlio Lopes, porém, o sofrimento dos passageiros está diminuindo. “No ano passado tivemos 2.400 falhas e este ano 1.400. Até 2014 vamos dar um serviço ferroviário compatível com o serviço mundial”, prometeu, antes de o trem apresentar avarias.

Ontem, ele deu nota 6 para o transporte no estado: “É compatível com a nossa realidade”. Até março, a meta é colocar em funcionamento 17 composições reformadas e ao menos um dos 34 trens chineses novos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Após problemas em trens, passageiros promovem quebra-quebra em estações

Fonte: O Dia

Rio - Irritados com os problemas técnicos registrados em trens da SuperVia, passageiros tentam depredar algumas composições e invadir cabines da concessionária, na manhã desta sexta-feira, na Estação de Deodoro, na Zona Norte. Há pânico e correria no local. Policiais reprimem a ação com spray de pimenta. Televisões e grades foram destruídas.

A Estação Oswaldo Cruz, na Zona Norte, também registra problemas Um trem que saiu de Santa Cruz, na Zona Oeste, com destino à Central do Brasil sofreu pane e parou nas proximidades de Oswaldo Cruz. Segundo usuários, os passageiros desembarcaram na via férrea e tiveram que caminhar até a plataforma da estação.

Um homem que passava por uma pequena ponte caiu dentro de um rio. Passageiros revoltados colocaram fogo em restos de madeira abandonados às margens da via férrea. As chamas logo foram controladas por bombeiros.

PMs estão no local tentando acalmar passageiros e usuários que reclamam do defeito e também depredam objetos. A via férrea foi fechada pela população. A SuperVia ainda não se pronunciou sobre o caso.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Explosões na linha 1 do metrô assustam passageiros

POR DIOGO DIAS
Fonte: O Dia

Rio - Problemas no metrô atrapalharam a volta para casa do público que foi na noite desta terça-feira ao show da cantora Britney Spears, na Praça da Apoteose. A composição da linha 1 percorria o sentido Ipanema-General Osório quando precisou ser rebocada. De acordo com passageiros, houve pelo menos três explosões e muita fumaça.

O problema aconteceu às 23h08 em uma composição que estava na estação Central, e às 23h42 ela foi retirada para manutenção. De acordo com passageiros, os trens ainda estavam cheios quando as explosões aconteceram. O acidente assustou os usuários e causou um princípio de pânico.

No momento, a estação estava cheia devido ao esquema especial montado para atender o público do show. Aos domingos e feriados, o metrô funciona apenas até às 23h, porém, por causa do espetáculo, a estação Praça 11 ficou aberta até a meia-noite, para embarque. As demais apenas para desembarque.

Segundo a concessionária Metrô Rio, o centro de controle de operações confirmou que um dos carros da composição da linha 1 apresentou avarias técnicas. De acordo com a empresa, os passageiros foram desembarcados e não houve feridos, sendo a passagem devolvida. A fumaça que foi vista pelas pessoas foi detectada embaixo do vagão que apresentou problemas e toda a composição foi retirada.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Estímulo à boa convivência

Fonte: Supervia Respeito, Gentileza e Educação são bons e todo mundo gosta. Por isso, a SuperVia promove, a partir da próxima semana, uma campanha educacional com o objetivo de alertar os passageiros sobre algumas regras da boa convivência nos trens e nas estações. Fique atento a estes sinais, colabore e torne a sua viagem e a de todos muito melhor!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Decreto cria linhas de ônibus para substituir bondes de Santa Teresa

Fonte: G1

Com a suspensão temporária do serviço de bondes em Santa Teresa, no Centro do Rio, após o acidente ocorrido em agosto, serão criadas duas linhas, Paula Matos - Castelo circular e o Silvestre - Castelo circular. Elas terão dois veículos por cada linha e tarifa de R$0,60, paga somente em espécie. A medida foi decretada pelo prefeito Eduardo Paes, no Diário Oficial do município, na última sexta-feira (7). O serviço terá duração de um ano e seis meses.

De acordo com o decreto, a Prefeitura do Rio, através da Secretaria municipal de Transportes, vai ressarcir a diferença da tarifa cobrada pela linha especial, para manter o equilíbrio financeiro da concessionária escolhida para operar o serviço. O Consórcio Intersul de Transportes foi o escolhido para operar a linha especial.
O decreto informa ainda que “a Secretaria municipal de Transportes tem o prazo máximo de 15 dias, mesmo prazo em que o serviço deverá entrar em operação, para estabelecer os parâmetros operacionais, tais como itinerário e pontos de parada”.

Diretor exonerado do cargo
O diretor de operações dos bondes que circulavam em Santa Teresa, no Centro do Rio, Fábio Tepedino, será exonerado do cargo. A informação foi confirmada pelo presidente da Central, Eduardo Macedo, nesta segunda-feira (10). A medida acontece após a divulgação do laudo da perícia sobre o bonde que se acidentou. Peritos apontaram que o veículo tinha 23 falhas.

“Em primeiro lugar, eu estou assumindo (a presidência da Central) e tenho que colocar os diretores de minha confiança. Mas o que contribuiu muito foi o relatório (laudo do ICCE), porque ele veio deixar muito claro que houve certa omissão, desleixo com a questão do bonde, que não foi priorizada”, explicou Macedo.
Em nota enviada no dia 2 de setembro, Tepedino afirmou considerar tanto os bondes antigos quanto os reformados seguros.

Afastamento de outros funcionários
O resultado da perícia também deve provocar o afastamento de outros funcionários. “O relatório compromete todo o sistema”, afirmou o presidente da Central.
Segundo ele, o laudo se refere a vários segmentos como linha férrea, rede aérea, logística. “Outros funcionários que estejam envolvidos no processo do bondinho serão afastados, até que se apure as responsabilidades”, garantiu. Entre as falhas apontadas pelos peritos do ICCE está o problema com o sistema de freio, causado pela falta de manutenção adequada.

De acordo com Macedo, um plano baseado em ações indicadas pelo interventor dos bondes, Rogério Onofre, já foi elaborado. Entre as melhorias previstas pelo Plano de Ações e Investimentos está a instalação de trilhos bilabiados, próprios para o terreno de Santa Teresa. O documento com as melhorias será encaminhado para a Secretaria da Casa Civil.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Linha 4: Clube de Engenharia pede ao governo mudança no traçado

Fonte: O Globo

Enquanto as obras da Linha 4 do Metrô avançam na Barra e em São Conrado, a polêmica em torno do projeto ganha novas adesões. O Clube de Engenharia debateu o traçado apresentado pelo estado durante os últimos meses e elaborou uma carta, enviada ao governador Sérgio Cabral, em que sugere prolongamentos para as linhas para formar uma rede metroviária na cidade. Em outra frente, a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), que faz parte do movimento "O metrô que o Rio precisa", recolheu assinaturas de 12 parlamentares, entre vereadores e deputados, num documento que reivindica mudanças no projeto.

Andrea critica a falta de transparência dos planos do estado, que até o momento não apresentou os estudos de impacto e viabilidade econômica. O resultado dos estudos levou o governo estadual a modificar o desenho original, que passaria por bairros como Jardim Botânico, Humaitá e Laranjeiras. O projeto atual da Linha 4 cruza o Leblon e Ipanema. Em sua carta, o Clube de Engenharia também pede o acesso à pesquisa do traçado da linha e a todas as informações relativas à futura expansão da rede.
Miguel Bahury, ex-presidente do Metrô e atual conselheiro do Clube de Engenharia, diz que precisaria ter acesso aos estudos para entender o cálculo que levou o governo a optar pelo atual projeto.

Segundo a Secretaria de Transporte, o novo traçado da Linha 4 do metrô atenderá a 240 mil pessoas diariamente, o dobro do estimado para o percurso anterior. O órgão afirma através de nota, que os estudos coordenados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) serão apresentados à sociedade, no site do órgão, mas não define um prazo ou uma previsão para isso.

Tanto o Clube de Engenharia quanto o movimento "O metrô que o Rio precisa" defendem a criação de uma malha metroviária. Os grupos argumentam que a construção da Linha 4 como extensão da Linha 1 - como o governo vem implantando - resultaria em vagões ainda mais lotados, já que somaria à atual demanda passageiros da Barra e de São Conrado. Segundo eles, uma divisão na estação da Gávea, com traçados se dirigindo para o Jardim Botânico e para o Leblon, solucionaria o problema.

- Não somos contra o projeto do governo, mas não se pode ignorar o projeto original, porque a malha atual não suporta mais passageiros. Acredito ser viável construir a Linha 4 e prolongar a Linha 1 até as Olimpíadas, como a nossa proposta na carta - disse Bahury.

O presidente da Associação de Moradores do Jardim Botânico, Alfredo Piragibe, concorda com a proposta do Clube de Engenharia. Ele também integra o movimento "O metrô que o Rio precisa".

- Especialistas no assunto balizam o que já estamos falando há muito tempo - disse Piragibe.

sábado, 10 de setembro de 2011

Justiça obriga Supervia a pagar R$ 20 mil por cada seis atrasos por dia na circulação de trens

Fonte: O Globo

A juíza Maria Paula Gouvea Galhardo, da 4ª Vara de Fazenda Pública, concedeu uma liminar esta semana, numa ação movida pela Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj contra a Supervia, que determina que a concessionária será multada em R$ 20 mil por cada seis atrasos que forem registrados por dia na circulação de trens. Em sua sentença, a magistrada afirma que uma documentação anexada ao processo mostrou que "num intervalo ínfimo de seis dias, a ré (Supervia) registrou 398 atrasos, número que em hipótese alguma pode ser considerado normal". O texto ainda reforça que "a má qualidade do serviço prestado neste particular é inconteste e vem causando enormes transtornos à população, especialmente aquela que utiliza o meio de transporte para trabalhar, o que por si só, justifica a urgência da medida".

A ação foi movida pela Alerj após os shows do cantor Paul McCartney, em maio deste ano, no estádio do Engenhão. À época, o serviço foi elogiado pelos fãs da banda, já que a concessionária colocou trens extras com ar-condicionado e providenciou entradas exclusivas para os usuários. No dia seguinte ao segundo show do cantor, porém, as composições voltaram ao seu funcionamento normal. Na hora do rush, havia vagões dentro dos quais não era possível sequer mexer os braços, tamanha a multidão; falta de informações nos terminais; pouquíssimos guardas para dar conta do número de passageiros; composições malconservadas; e, em vez do ar-condicionado, muito calor.
A presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj, deputada Cidinha Campos (PDT), disse que os serviços da Supervia deveriam ser equiparados no dia a dia àqueles praticados nos dois dias de shows.

- O que mais causa estranheza é que para o público do Paul McCartney a SuperVia colocou trens confortáveis, com ar-condicionado a pleno vapor, sistema de informação, segurança... Já para o "povão", que pega o trem todos os dias para trabalhar, a composição é velha, calorenta e insegura. Por que essa diferença de tratamento? Se a concessionária tem condições de prestar um serviço de qualidade, como aconteceu por ocasião do show do ex-beatle, por que não o faz todos os dias, no transporte do trabalhador? - indaga Cidinha.

Por meio de nota, a SuperVia informou que não foi legalmente notificada da decisão. Segundo a mensagem, a concessionária avaliará a liminar, após tomar ciência, e tomará as providências cabíveis. Na nota, foi lembrado que, em 1998, a SuperVia assumiu a concessão com indíce de pontualidade de 27%. "Hoje, a taxa de pontualidade de mais de 90% é controlada pela Agetransp e está acima da meta imposta pelo contrato de concessão", de acordo com a SuperVia.