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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Jogo dos muitos erros



Qual o erro na imagem abaixo?



Se você é mulher, como eu, e anda de trem todo dia, deve também ser testemunha do desrespeito total à lei do vagão feminino. O mais intrigante, no entanto, é como a mesma lei é respeitada no Metrô, mas completamente ignorada no Sistema SuperVia. Porque? No metrô, assim que a composição encosta, o agente de segurança se posiciona em frente às portas do vagão feminino, e aborda todos os homens que se direcionarem para aquelas portas. E nas estações da SuperVia? O que acontece? Nada! Os agentes não ficam perto da porta, nada fazem e depois no twitter @SuperVia_trens eles se justificam dizendo que não podem tirar ninguém dos vagões! 

Se tivéssemos um sistema decente, em que a empresa não usasse a desculpa de que "trem é transporte de massa" para querer enfiar mais de 300 pessoas num único vagão, como se fôssemos gado, o vagão feminino sequer seria necessário! Mas se ele existe e é necessário, vamos cobrar!

Mulher, reclame seus direitos! Não sejamos desunidas. Tuíte para @SuperVia_trens com a #twittrem e #vagaofeminino e vamos cobrar !!

@mttcamillo

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Notas de uma Tagédia Anunciada

Passageiro cai de trem superlotado na SuperVia na manhã desta sexta
Um homem caiu de um trem superlotado da SuperVia na manhã desta sexta-feira (12), entre as estações de Deodoro e Vila Militar, segundo informações da concessionária. Até as 8h50, não havia informações sobre o estado de saúde da vítima. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ambulância foi acionada em torno das 8h. Segundo a Supervia, ele foi encaminhado para o Hospital Albert Schweitzer.

Fonte: G1



Superlotação nos vagões faz passageiro cair de trem no ramal de Santa Cruz
Devido à superlotação de um trem do ramal de Santa Cruz, que seguia no sentido Central do Brasil, na manhã desta sexta-feira, um passageiro, ainda não identificado, caiu da composição, entre as estações da Vila Militar e de Deodoro. Segundo testemunhas, os vagões estavam com as portas abertas. A SuperVia confirmou o acidente, mas não informou a identificação do passageiro. Ele foi levado para o Hospital estadual Albert Schweitzer, em Realengo. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dele.

Fonte: O Globo

Homem cai de trem superlotado no Rio
Atrasos decorrentes do descarrilamento de um trem que seguia para Santa Cruz, no Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira, estão deixando as estações lotadas na manhã desda sexta-feira. Um homem chegou a cair de um trem superlotado da SuperVia, entre as estações de Deodoro e Vila Militar, segundo informações da concessionária. Ainda não há informações sobre o estado de saúde do passageiro.

Fonte: Jornal do Brasil

Passageiro cai de trem da SuperVia em Deodoro
Um passageiro caiu de um trem da SuperVia entre as estações da Vila Militar e de Deodoro na manhã desta sexta-feira. Segundo a concessionária, o homem recebeu atendimento médico. Não há informações sobre seu estado de saúde. A composição estaria lotada e circulando com as portas abertas no momento do acidente. A superlotação nos trens provocou tumultos e muitas pessoas passaram mal.

Fonte: O Dia

Trem descarrila e circulação de linha é paralisada na Central do Brasil
Um trem que seguia da Central do Brasil para Santa Cruz descarrilou no fim da noite desta quinta-feira. Foi o terceiro caso em uma semana. Os passageiros tiveram que desembarcar e seguiram pela linha férrea de volta ao prédio da Central, e a circulação dos trens ficou temporarimante paralisada. Houve pânico no momento em que os usuários tentavam sair dos vagões, pois muitos disseram que não conseguiam. O pintor Carlos Henrique Siqueira, de 23 anos, contou que quebrou uma das janelas e chegou a ver fogo no alto do último vagão. A informação, no entanto, não foi confirmada.

Fonte: O Globo

Trem da SuperVia descarrila pela terceira vez no mês no Rio
Um trem que seguia da Central do Brasil para Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, descarrilou quando estava a aproximadamente 700 metros da estação Central do Brasil, no Centro, na noite desta quinta-feira (11). Esta foi a terceira vez que um trem da SuperVia descarrila no mês. As informações foram confirmadas pela SuperVia, concessionária que administra o transporte.

Fonte: G1 G1 G1

SuperVia instaura comissão interna para apurar descarrilamentos
A SuperVia informou nesta sexta-feira, através de nota, que instaurou uma comissão interna para apurar imediatamente as causas dos últimos descarrilamentos nas imediações da estação Central do Brasil. A concessionária disse estar "empenhada em entregar os laudos técnicos à Agetransp antes do prazo de 30 dias, determinado pela agência reguladora".

Fonte: O Dia

sábado, 10 de setembro de 2011

Justiça obriga Supervia a pagar R$ 20 mil por cada seis atrasos por dia na circulação de trens

Fonte: O Globo

A juíza Maria Paula Gouvea Galhardo, da 4ª Vara de Fazenda Pública, concedeu uma liminar esta semana, numa ação movida pela Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj contra a Supervia, que determina que a concessionária será multada em R$ 20 mil por cada seis atrasos que forem registrados por dia na circulação de trens. Em sua sentença, a magistrada afirma que uma documentação anexada ao processo mostrou que "num intervalo ínfimo de seis dias, a ré (Supervia) registrou 398 atrasos, número que em hipótese alguma pode ser considerado normal". O texto ainda reforça que "a má qualidade do serviço prestado neste particular é inconteste e vem causando enormes transtornos à população, especialmente aquela que utiliza o meio de transporte para trabalhar, o que por si só, justifica a urgência da medida".

A ação foi movida pela Alerj após os shows do cantor Paul McCartney, em maio deste ano, no estádio do Engenhão. À época, o serviço foi elogiado pelos fãs da banda, já que a concessionária colocou trens extras com ar-condicionado e providenciou entradas exclusivas para os usuários. No dia seguinte ao segundo show do cantor, porém, as composições voltaram ao seu funcionamento normal. Na hora do rush, havia vagões dentro dos quais não era possível sequer mexer os braços, tamanha a multidão; falta de informações nos terminais; pouquíssimos guardas para dar conta do número de passageiros; composições malconservadas; e, em vez do ar-condicionado, muito calor.
A presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj, deputada Cidinha Campos (PDT), disse que os serviços da Supervia deveriam ser equiparados no dia a dia àqueles praticados nos dois dias de shows.

- O que mais causa estranheza é que para o público do Paul McCartney a SuperVia colocou trens confortáveis, com ar-condicionado a pleno vapor, sistema de informação, segurança... Já para o "povão", que pega o trem todos os dias para trabalhar, a composição é velha, calorenta e insegura. Por que essa diferença de tratamento? Se a concessionária tem condições de prestar um serviço de qualidade, como aconteceu por ocasião do show do ex-beatle, por que não o faz todos os dias, no transporte do trabalhador? - indaga Cidinha.

Por meio de nota, a SuperVia informou que não foi legalmente notificada da decisão. Segundo a mensagem, a concessionária avaliará a liminar, após tomar ciência, e tomará as providências cabíveis. Na nota, foi lembrado que, em 1998, a SuperVia assumiu a concessão com indíce de pontualidade de 27%. "Hoje, a taxa de pontualidade de mais de 90% é controlada pela Agetransp e está acima da meta imposta pelo contrato de concessão", de acordo com a SuperVia.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Metrô: Leitor reclama de lotação



Fonte: O Globo

A foto mostra o interior de um vagão do metrô sentido Botafogo-Pavuna, que utilizei no dia 1º de outubro, entre as estações Flamengo e Central. O trem acabara de sair da estação Uruguaiana às 18h40. Não há um limite para a lotação acima do qual a concessionária deve ser multada? Se for este o caso, se a Agetransp precisava de uma prova cabal, aqui está ela. O que vai faltar agora para que a concessionária seja chamada a sua responsabilidade? Além disso, durante todo o trajeto não haviam seguranças em nenhuma das estações para orientar o embarque dos passageiros ou mesmo limitar o seu acesso aos vagões, além do limite que seria considerado seguro. Esta é apenas mais uma das infinitas demonstrações do péssimo nível de serviço que esta concessionária presta aos contribuintes do estado do Rio de Janeiro sob a complacência da agência reguladora.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Metrô: Marcação cerrada no Peixe

Fonte: O Dia

Acostumado a enfrentar a marcação cerrada dos zagueiros em campo, o ex-jogador Romário não conseguiu driblar a superlotação do metrô do Rio, onde nunca tinha viajado. Candidato a deputado federal pelo PSB, o Baixinho foi ontem da Carioca à Pavuna fazendo corpo a corpo com os passageiros durante 48 minutos. Mas o Peixe, que está acostumado com o conforto de carrões de luxo, parecia mais uma sardinha enlatada.



“Isso aqui está muito cheio! Não imaginei que ficasse tão apertado assim”, reclamou Romário, que, logo na chegada à Carioca, teve que mostrar habilidade para furar a retranca dos seguranças. Com jeitinho, conseguiu embarcar com cabos eleitorais e até distribuiu santinhos para os agentes. Em troca da cortesia, poses para fotos.

Antes do embarque, o candidato estava tenso. “Soube que tem tido muitos problemas aqui no metrô. Mas, se Deus quiser, hoje vai dar tudo certo”, torcia Romário, que não conseguiu esconder o desconforto.

Assediado pelos passageiros, que não paravam de pedir para tirar fotos com celulares, a cada estação deixada para trás, ele perguntava quantas ainda faltavam para chegar ao ponto final.

“Está achando apertado? Você ainda deu sorte, porque hoje não está tão cheio e o ar-condicionado está funcionando”, disparou o passageiro Valdecir Dias, 51 anos, que aprovou a iniciativa de Romário.

“Gostei de vê-lo aqui. Quer representar o povo? Tem que conhecer nossas dificuldades”, destacou a passageira Clara Beltrão, 48 anos.

No trajeto, o Baixinho ficou o tempo todo em pé. Autor da frase “mal entrou no ônibus, já quer sentar na janela”, uma referência ao ex-técnico do Fluminense, Alexandre Gama, Romário admitiu: “Seria o ideal (estar na janela), mas isso aqui está tão cheio que não consigo chegar até ela”, brincou.

Na Pavuna, Romário andou até a rodoviária do bairro. Depois, voltou para casa. De carro.

domingo, 27 de junho de 2010

Uma viagem entre as estações Botafogo e Pavuna retrata como um meio de transporte eficiente saiu do trilho

Fonte: O Globo

Por Fabio Brisolla

RIO - Ao parar na estação Botafogo, o metrô com destino à Pavuna é aguardado com ansiedade pelos passageiros. O alarme sonoro que sinaliza a abertura da porta automática funciona como um sinal de largada. Nos segundos seguintes, tem início o empurra-empurra. Todos forçam a entrada ao mesmo tempo na tentativa de conseguir um assento no vagão e garantir certo conforto na viagem com mais de uma hora de duração até o ponto final da Linha 2, na Zona Norte do Rio. Esta cena se repete de segunda a sexta, entre 17h e 19h, e retrata um problema que se tornou crônico no meio de transporte mais festejado da cidade até bem pouco tempo atrás: a superlotação.

Na semana passada, a reportagem do GLOBO circulou pelo metrô para acompanhar a rotina dos passageiros cariocas, que foi registrada pelo fotógrafo Gustavo Pellizzon em imagens captadas com a câmera do celular. Nas viagens realizadas, foi possível constatar que a volta para casa após o trabalho virou um motivo de transtorno para milhares de pessoas.

Com 32 trens, que somam 182 vagões, o sistema atual realiza o transporte de 550 mil pessoas por dia. Nos horários de pico, as composições disponíveis são insuficientes para dar conta do movimento. O problema resulta em tumultos constantes, como os verificados no embarque em Botafogo. A professora Natalia Carmo, de 24 anos, já se adaptou à dinâmica na plataforma. Cercada por quase 20 pessoas, ela se posiciona na linha demarcada no chão, que indica onde a porta automática vai abrir.

Quando percebe que não vão conseguir lugar, Natalia e alguns outros passageiros desistem de entrar e param na beira da plataforma. Sem ninguém à frente, ela terá o caminho livre para buscar um assento no próximo trem, que viria sete minutos depois.

- Quando a porta abre, vou direto para o lado esquerdo. É melhor definir antes a direção - ensina a professora.

O próximo trem chega e, empurrada pelos passageiros que estão atrás, ela entra no vagão. Desta vez, consegue um lugar. Moradora da Pavuna, Natalia trabalha numa escola em Botafogo e, quando está com pressa, desiste da disputa por uma cadeira. No tumultuado embarque, ela já presenciou acidentes.

- Já vi uma moça cair no chão ao tentar conseguir um lugar para sentar. E os que vinham atrás passaram por cima - conta Natalia.

Em outra ocasião, ela viu uma mulher perder o equilíbrio por causa dos empurrões e bater com o rosto na haste de metal em que os passageiros seguram.

Na passagem pelo Centro, entende-se por que os usuários se esforçam para conseguir um lugar no início da viagem. Após as estações Cinelândia, Uruguaiana e Central, os vagões superlotam. No alto-falante, o condutor avisa que não vai sair se as portas não forem fechadas. De fora, alguns passageiros pressionam os que já estão no vagão para abrir espaço. Outros reagem empurrando no sentido contrário os que tentam entrar. Quando o trem segue viagem, o espaço é exíguo a ponto de dificultar até mesmo a movimentação dos braços. A cada parada mais brusca, as pessoas tentam manter o equilíbrio mas acabam sendo jogadas de um lado para o outro, numa coreografia involuntária.

Em pé, ao lado de uma das portas do vagão, o pedreiro Gileno dos Santos, de 52 anos, aparenta cansaço. Morador da Pavuna, ele atualmente trabalha numa obra em São Conrado, na Zona Sul. Encerra o expediente às 18h e segue de ônibus até o metrô em Ipanema, trajeto que dura aproximadamente 40 minutos. Da estação até a Pavuna, a viagem se estende por mais uma hora.

- De manhã, eu saio de casa antes das 6h para pegar a condução mais vazia. Mas, de tarde, não tem jeito. A volta é sempre mais difícil - lamenta o pedreiro.

Inaugurado em 1979, com apenas cinco estações (Praça Onze, Central, Presidente Vargas, Cinelândia e Glória), o metrô se expandiu lentamente. Mais de 30 anos depois, soma apenas 34 estações, distribuídas em duas linhas, que percorrem 37,7 quilômetros. Já o metrô da cidade de São Paulo, por exemplo, transporta três milhões de pessoas diariamente, quase seis vezes mais passageiros. Criada em 1972, a rede paulistana contabiliza 61 estações em cinco linhas distintas e segue em expansão. Os atuais 62,3 quilômetros serão ampliados em mais 17, provavelmente no prazo de um ano.

O pedreiro Gileno não é um especialista em transporte público, mas acredita ter uma solução para o metrô carioca:

- É só botar mais carros que eu acho que resolve.

A sugestão do passageiro traria uma melhora considerável, como reconhece a própria direção da Metrô Rio, concessionária que administra o sistema desde 1998. Porém, essa alternativa está descartada pelos próximos 12 meses, no mínimo. Há uma encomenda de 114 vagões que serão fabricados na China e somados aos 182 já existentes, aumentando a frota em 62%. Só que a entrega dos trens, numa previsão otimista, começa no segundo semestre de 2011 e termina só no ano seguinte.

- Com uma frota maior, não teremos problemas. Mas hoje somos obrigados a usar todos os nossos carros. Se, eventualmente, perdemos um trem no horário de pico não há como substituí-lo - admite Joubert Flores, diretor de relações institucionais da Metrô Rio.

No mesmo trem em que o pedreiro Gileno continua sua viagem, há um anúncio da Metrô Rio destacando que 67% dos usuários aprovam a conexão direta entre as linhas 1 e 2. Até o fim do ano passado, quem saía da Zona Sul com destino à Pavuna era obrigado a desembarcar no Estácio, ponto de transferência. Porém, a conexão direta entre Botafogo e Pavuna despertou apreensão.

Em fevereiro, o Ministério Público contestou, através de uma ação, a segurança no cruzamento das duas linhas, além dos atrasos frequentes e das falhas recorrentes em equipamentos como os aparelhos de ar-condicionado. Houve acordo. A Metrô Rio comprometeu-se a reduzir os atrasos, iniciou a reforma nos equipamentos de ar-condicionado, prontificou-se a tomar providências para melhorar o funcionamento da rede. Porém...

- Na semana passada, recebi um relatório da Secretaria Estadual de Transportes informando sobre novos atrasos, com intervalos entre os trens chegando a até 19 minutos - afirma o promotor Carlos Andresano.

A professora Natalia e o pedreiro Gileno sabem exatamente do que o promotor está falando. Após 40 minutos de viagem, eles estão quase no fim de mais uma jornada. O trem já não está lotado, mas continua cheio. Uma senhora reclama de dores na perna por ficar em pé por muito tempo. Apoiando as mãos na haste de metal, um homem se mantém parado com os olhos fechados, quase dormindo de pé. O fim da espera é marcado pelo alarme da porta automática, que toca pela última vez na Pavuna, estação final.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Trem: A composição com destino a Santa Cruz sairá dentro de instantes... ou não

Segue o depoimento do nosso leitor Márcio Fonseca.

Parecia um dia normal na Central do Brasil. Estação lotada, filas gigantes com os vários quiosques atrapalhando a passagem. No relógio, 18:30, tempo de sobra para embarcar na composição para Santa Cruz das 18:40 que já tinha sido anunciado para a plataforma 6F.

Após sete minutos na fila das catracas, é hora de embarcar. A primeira coisa que notei foi o fato do trem estar muito abaixo do nível da plataforma. Todos os carros estarem super lotado já é um fato corriqueiro.

Andei por praticamente toda a extensão da plataforma para tentar entrar, qual não foi minha surpresa ao ver que o sétimo vagão estava com TODAS as portas travadas, isso explica a super lotação nos outros vagões. Entrei no oitavo vagão e me dirigi para o sétimo que estava menos lotado.

Chegou a hora de partir e a voz no alto falante anunciava: "A composição com destino a Santa Cruz sairá dentro de instantes.", alguns minutos depois: "A composição com destino a Santa Cruz está sendo vistoriada.".

Logo surge um "técnico" da Supervia para vistoriar as portas do sétimo vagão. Fiquei com a pergunta na cabeça: "se o trem está anunciado desde as 18:30, por que só agora ele será vistoriado?"

Enfim, 18:50 o trem finalmente sai. Com as portas ainda travadas. Passando por Engenho Novo uma explosão. As luzes do sétimo vagão são apagadas. Parece o fim da viagem. E foi. O trem chega a Engenho de Dentro e fica parado na estação por aproximadamente 10 minutos.

Alguns agentes de segurança do Metrô-Rio, que estavam no sétimo vagão (possivelmente voltando para casa), decidem abrir as portas no braço. Após muita insistência eles conseguem. Todos os passageiros desembarcam e correm para outra plataforma, onde o trem com destino Santa Cruz que saíra da Central do Brasil as 19:05 estacionava.

Eu decidi fugir da confusão, fui para o trem parador. E a Supervia não deu uma explicação sequer.

Segue uma foto onde é possível ver o vagão a direita com as portas abertas e o vagão da esquerda (o sétimo vagão) com as portas fechadas.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Metrô Rio nega que houve quebra-quebra na estação Botafogo

Fonte: O Globo

RIO - A concessionária Metrô Rio informa que não houve quebra-quebra na estação Botafogo no início da noite desta segunda-feira. Por registrar movimento acima do normal, o acesso pelas bilheterias de Botafogo à estação Central foram controladas por 20 minutos, entre 18h05 e 18h25. Nenhuma estação foi fechada.

Em nota, a empresa informou que alguns passageiros que vinham no trem da Linha 2, no sentido Botafogo, não quiseram desembarcar na estação terminal de Botafogo, onde o desembarque é obrigatório. Apesar da resistência inicial, os usuários saíram do trem, que seguiu rumo à área de manobra para fazer a viagem no sentido Pavuna.

Os trens das duas linhas estão operando com intervalos variando de 5 minutos e 40 segundos a 10 minutos.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Metrô: Inauguração da Linha 1A foi precipitada, diz juíza

Fonte: O Dia

A juíza Maria da Penha Victorino, da 6ª Vara Empresarial, considera que a inauguração da conexão direta Pavuna-Botafogo (Linha 1A) do metrô, no fim de 2009, foi “precipitada”. A conclusão faz parte de decisão em que ela dá 30 dias para a concessionária solucionar problemas como superlotação e panes.

Para a juíza, os passageiros não podem esperar a chegada dos novos trens, no ano que vem, para ter acesso a um bom serviço. Segundo ela, as panes devem ser solucionadas imediatamente, pois, já que o contrato de prestação do serviço foi prorrogado até 2038, “a concessionária tinha muito tempo para inaugurar a Linha 1A em condições adequadas de operação”.

“É inadmissível as pessoas permanecerem por quase meia hora dentro de um vagão superlotado, sem refrigeração e sem saber a previsão para restabelecimento do serviço”, justificou Maria da Penha na decisão, acrescentando que os problemas atuais do metrô causam prejuízos e risco aos usuários. A volta com a baldeação no Estácio foi descartada porque poderia piorar ainda mais a situação.

Ontem, mais uma vez, a operação do metrô foi marcada por falhas no serviço. Problemas no sistema de ar comprimido de uma composição obrigou os passageiros que seguiam pela conexão-direta para Pavuna a descer em Botafogo. O trem foi substituído, mas houve atraso de 10 minutos no intervalo entre as outras composições.

De acordo com a decisão da juíza, a partir do dia 16 de abril, panes como a de ontem poderão custar à concessionária R$ 100 mil por dia.

FIM DA LOTAÇÃO

Entre as determinações da Justiça, na decisão de segunda-feira, está a de que a empresa interrompa a venda de bilhetes quando as estações estiverem lotadas, além de informar passageiros sobre panes. Até o fim da noite de ontem, a Metrô Rio ainda não havia sido oficialmente notificada.

A ação civil pública movida pelo Ministério Público foi baseada, entre outros documentos, em denúncias de falhas na sinalização que poderiam causar colisão entre dois trens do metrô na ligação Y entre as linhas 1 e 2, que ocorre na Central, conforme O DIA noticiou em uma série de reportagens iniciadas em 21 de fevereiro.

terça-feira, 16 de março de 2010

Metrô apresenta problemas e trem para por cerca de 20 minutos

Fonte: O Globo

RIO - Passageiros do metrô reclamam que ficaram pelo menos 20 minutos dentro dos trens, na manhã desta terça-feira. Eles contam que os carros ficaram parados entre as estações Botafogo e Cardeal Arcoverde. Segundo informações dos passageiros, o sistema de autofalante informou que houve um problema num trem em Botafogo, que precisou ser evacuado.

- Um trem em direção à Pavuna ficou parado e outro dois trens precisaram fazer o retorno - informou o aposentado Eloy Santos, que ficou na estação mais de 15 minutos sem conseguir embarcar em direção à Zona Norte.

A estação do Metrô de Botafogo está lotada porque as composições pararam nos dois sentidos. Após 20 minutos, retiraram o trem que ia para a Pavuna e chegou um para Sans Peña, que saiu lotado. As estações estão muito cheias também no sentido Zona Sul.

De acordo com a Metrô-Rio, por volta das 11h15m, um trem que seguia da linha 2, sentido Pavuna, apresentou um problema no sistema de ar comprimido na plataforma de Botafogo. A concessionário informou que os passageiros foram orientados a desembarcar na estação e o trem foi retirado para o centro de manutenção. A empresa afirmou, ainda, que faz inspeção do equipamento diariamente e cuida preventivamente dos trens depois do horário de fechamento das estações.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Trem: Sufoco na SuperVia

Fonte: O Dia

Os usuários da SuperVia tiveram uma semana díficil como mostram as imagens do leitores Paulo Marcos de Oliveira e Angelo Silva. Na esquerda, passageiros de um trem que vinha de Japeri tiveram que caminhar até a estação Engenho de Dentro por causa de uma pane na composição. Já na direita, uma pessoa ficou com o pé preso para fora do vagão por causa da superlotação.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Metrô e Trem: Nova pane e para trens por 30 minutos

Fonte: O Dia

O dia de ontem foi marcado por várias panes no metrô e nos trens da cidade, que trouxeram novamente transtornos para a população carioca. A mais grave delas deixou as linhas 1 e 2 do metrô paradas por 28 minutos. O Conselho Diretor da Agetransp abriu processo regulatório para decidir as medidas a serem adotadas em relação aos problemas ocorridos no sistema metroviário desde a inauguração da Linha 1 A.

No início da noite, metrô que seguia para a Pavuna apresentou defeito no sistema de captação de energia elétrica dos trilhos e parou entre as estações Central e São Cristóvão. Para reparar o problema, a energia dos trilhos teve que ser desligada no trecho, das 19h57 às 20h25. Passageiros entraram em pânico e muitos tentaram sair, mas as portas permaneceram trancadas.

TUMULTO NA CENTRAL

Técnicos da empresa conseguiram reparar o dano e o trem seguiu até São Cristóvão, onde os passageiros foram desembarcados para aguardar a próxima composição, o que gerou superlotação nas plataformas.

A paralisação atingiu todas as 34 estações, que ficaram superlotadas. Houve princípio de tumulto no Estácio e na Central do Brasil, onde a venda de bilhetes foi suspensa por 20 minutos. O metrô fez o desvio dos trens da Linha 2 para a Estácio.

Mais cedo, outros transtornos revoltaram os passageiros. Um trem da SuperVia do ramal de Deodoro ficou parado por 40 minutos entre as estações Engenho Novo e Méier, no início da noite. Passageiros se revoltaram e portas de vagões foram arrombadas. Algumas pessoas passaram mal e outros caminharam pela via férrea. De manhã, uma composição do metrô já havia sofrido pane no sistema de tração no Flamengo. Os intervalos chegaram a sete minutos nas linhas 1 e 2.

Diante dos inúmeros problemas que usuários de transportes no estado vem sofrendo, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados aprovou ontem requerimento de convocação dos responsáveis pelos serviços no Rio. Serão chamados os diretores da SuperVia, do metrô, das barcas e até representantes da Agetransp, que marcarão sessão regulatória pública para decidir medidas a serem tomadas.

A Agetransp abriu procedimento contra o metrô por ter julgado insuficiente o relatório com ações para contornar os problemas na Linha 1A.

Metrô: LInha Dois volta a ter problemas nesta quinta-feira

Fonte: JB

Os usuários da Linha Dois do Metrô voltaram a enfrentar superlotação dos trens na manhã desta quinta-feira. Uma composição apresentou problemas, por volta das 6h, entre as estações de Vicente de Carvalho e Irajá, o que aumentou para 16 minutos o intervalo na circulação dos trens e provocou superlotação na estação da Pavuna.

Segundo o Metrô, o trem ficou parado alguns minutos e retornou depois para a estação Vicente de Carvalho, onde os passageiros desembarcaram.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Metrô: Superlotação - Juíza decidirá após ouvir concessionária

Fonte: JB

A juíza Maria da Penha Nobre Mauro Victorino, da 6ª Vara Empresarial do Rio, deu prazo de 72 horas, para que a Opportrans, concessionária do Metrô Rio, se manifeste nos autos da ação civil pública proposta pelo Ministério Público estadual, em virtude da superlotação depois da inauguração da Linha 1 – Botafogo/Pavuna. O MP solicita também que o antigo sistema, com baldeação no Estácio, seja restabelecido até que se verifiquem as condições adequadas de operação.

Segundo a juíza, a liminar, se deferida, terá enorme repercussão para a concessionária e a população, uma vez que as medidas requeridas pelo MP são drásticas.

“Considerando a drasticidade das medidas requeridas pelo Ministério Público, mormente as relacionadas nas alíneas e, f e g do pedido liminar (fls. 40/41), que, se deferidas, terão enorme repercussão na esfera jurídica da ré e da própria população, e embora não se trate de pessoa jurídica de direito público, mas tendo em vista a natureza do serviço desempenhado, alvitro de ordenar a manifestação da ré antes da apreciação do pedido, no prazo de 72 horas, a contar da intimação”, escreveu a juíza no despacho.

Ela determinou ainda que a concessionária fosse intimada, com urgência, pelo oficial de justiça de plantão na noite de ontem, dia 3. O prazo para manifestação da ré termina na próxima segunda-feira, dia 8.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Para concessionária, metrô do Rio é um dos melhores do mundo

Fonte: O Dia
POR AMANDA PINHEIRO

Diretor destaca o ar-condicionado e o índice de passageiros por metro quadrado, menor que o de Tóquio. Secretário de Transportes vai alterar contrato para aumentar o intervalo entre os trens e adequá-lo ao tempo praticado hoje


Rio - Esqueça os atrasos abusivos, a superlotação que já causou desmaios nos passageiros e o ar-condicionado que mais parece sauna. Para a direção da concessionária, o metrô do Rio é um dos melhores do mundo. A empresa se defendeu das críticas dos usuários em audiência pública ontem, na Assembleia Legislativa (Alerj). O diretor de Relações Institucionais, Joubert Flores, listou uma ‘vantagem’: “Nosso sistema é um dos melhores: não há qualquer outro metrô no mundo que tenha ar-condicionado”. Ele comparou a lotação daqui com a de Tóquio: “A nossa média é de 6,2 pessoas por metro quadrado no horário de pico, contra nove no Japão”.

A declaração revoltou passageiros da Linha 2, em que o ar-condicionado funciona precariamente. “Sabemos que em diversos países os trens têm ar. E quando está frio, têm aquecedor. Aqui o sistema não funciona”, contesta a auxiliar administrativa Michele Freitas, 19 anos. O metrô de Madri é um dos que têm ar-condicionado e calefação.

Para a operadora de telemarketing Suelen dos Santos, 22 anos, o caos do metrô é o resultado dessas declarações: “As pessoas acreditam que o serviço é de qualidade graças às propagandas enganosas. Já passei mal devido à superlotação e precisei descer antes da minha estação”.

COBERTOR CURTO

“Para atender o que está previsto no contrato, (intervalo de 4 minutos e 45 segundos, em horário de pico, na Linha 1), seria preciso sacrificar os passageiros da Linha 2, que exige intervalo de 6 min 30 seg. Por isso, estamos trabalhando com 5 minutos e 30 segundos, para não prejudicar só uma parte”, justificou Joubert.

O secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, vai se reunir com o conselho da Agetransp (agência reguladora do transporte público) para alterar o contrato e adequar o limite de intervalo entre os trens ao que a concessionária pode oferecer. Lopes vai definir também os indicadores de desempenho que servirão de referência para a Agetransp fiscalizar o serviço prestado pela concessionária.

Nova audiência pública será marcada. “O estado, a concessionária ou a agência terão de apresentar estudos que comprovem a alegação da Metrô Rio de que a conexão Pavuna-Botafogo é segura”, disse o presidente da Comissão de Transportes, deputado Marcelo Simão. Para o Ministério Público Estadual, há riscos.

Conselheiro de agência culpa governo

A Agetransp foi o principal alvo dos deputados na audiência. A agência que deveria fiscalizar o metrô foi taxada de ‘omissa’. Conselheiro da agência, Herval Barros culpou o Governo do estado pelo fato de o órgão nunca ter multado ou sequer advertido a concessionária nos últimos anos, mesmo com todas as falhas.

“Os problemas de operação do metrô estão acontecendo em função da Linha 1A. Havia pontualmente algumas questões de atraso, mas o conforto e a disponibilidade dos trens na operação original (antes de 22 de dezembro) eram plenamente atendidos. Não havia o problema de agora”, disse Barros, esquecendo que a superlotação do metrô é alvo de queixas dos passageiros muito antes de dezembro.

O conselheiro disse ainda que a agência tem recebido e comprovado as reclamações dos clientes, mas afirmou não poder punir a empresa, porque os indicadores de desempenho do contrato não foram homologados. Secretário de Transportes, Júlio Lopes prometeu fazer isso.

Metrô da Barra começa a ser construído dia 20. Estado ainda não sabe o trajeto que vai ligar Ipanema à Gávea

As obras da Linha 4 do metrô, que ligará a Barra da Tijuca à Zona Sul, a um custo estimado de R$ 3 bilhões, vão começar no dia 20 de março. Os trabalhos se iniciam pela Estação Jardim Oceânico. Haverá ainda estações em São Conrado e na Gávea, onde termina a linha. Mas a Secretaria Estadual de Transportes admite que não definiu ainda qual será o trajeto seguido pela Linha 1 até a Gávea, onde as duas linhas se integrarão.

O caminho tem duas possibilidades: via Ipanema e Leblon, ou por Botafogo e Jardim Botânico. Segundo a secretaria, isso será discutido posteriormente.

As obras da estação na Gávea também ainda não têm data para começar. Ainda assim, a meta do governo estadual é que a Linha 4 fique pronta para as Olimpíadas do Rio, em 2016. O metrô até a Barra substitui a proposta apresentada pelo Rio ao Comitê Olímpico Internacional para os Jogos, que previa um corredor exclusivo de ônibus da Barra até Ipanema.

No momento em que a construção da nova linha do metrô é iniciada, a concessionária admite que outras obras que deveriam estar sendo concluídas tiveram prazos prorrogados. A Estação Cidade Nova, por exemplo, que ficaria pronta em março, não tem mais data para ser concluída, segundo o presidente da Metrô Rio, José Gustavo de Souza Costa. O trecho de conexão entre linhas 1 e 2, entre São Cristóvão e Central, também passa por ajustes. E a Estação Uruguai mantém previsão para estar pronta em 2014.

Engenheiro bate boca com diretor

A audiência também teve momentos tensos. Doutor em engenharia de transportes, Fernando Mac Dowell chamou Joubert Flores, do metrô, de mentiroso quando ele explicava a junção de trilhos em “Y”. “Você não pode dizer que a chave de mudança de via é segura e pode evitar um acidente em caso de erro na sinalização, porque as maiores tragédias metroviárias do mundo foram causadas por falha nesta mesma chave”, garantiu.

Questionado por uma cadeirante sobre os problemas de acessibilidade do metrô, Joubert adiantou que, de setembro a dezembro, a empresa vai adaptar todas as estações e torná-las acessíveis.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Metrô: Na Linha 2, intervalos chegam a oito minutos

Fonte: Extra

Um vagão cheio do metrô na Linha 2: muitas reclamações sobre superlotação e calor excessivo. Até o dia 10 de março, a concessionária Metrô Rio terá um longo caminho para tentar manter regularmente o intervalo de cinco minutos entre os trens na Linha 2, conforme solicitou anteontem a Agência Reguladora de Transportes do Rio (Agetransp). Pelo menos na opinião dos passageiros, que desde a inauguração da conexão Pavuna-Botafogo reclamam que as saídas chegam a demorar até dez minutos. Ontem, a equipe do EXTRA registrou intervalos de até oito minutos na estação de Del Castilho, entre 8h e 8h30m.

O auxiliar administrativo Bruno Marques Silva, de 25 anos, conta que já aguardou 15 minutos por um trem depois do início da operação da Linha 1A.

— Os intervalos estão mais longos agora. Em média, espero seis minutos. Mas já aguardei dez e até 15 minutos — disse Bruno.

Ele culpa a conexão Pavuna-Botafogo e as obras da estação Cidade Nova pelo aumento dos intervalos e pela superlotação nos vagões:

— Perco um tempão para ir de Colégio à Cinelândia. Antes, a viagem demorava 45 minutos. Agora, levo uma hora. Os trens demoram mais a passar, já chegam lotados e ainda param quando se aproximam da Central. A conexão, que seria vantajosa, está sendo mais demorada. Em vez de diminuir, cada dia parece que está pior.

Em uma das viagens realizadas pela equipe do EXTRA, o trem diminuiu a velocidade entre as estações São Cristóvão e Central e chegou a parar durante um minuto. Por considerar de risco a passagem dos trens pelo trecho das obras, o Ministério Público pediu à Justiça a suspensão da operação da Linha 1A. Apesar de não quererem a volta da baldeação, os passageiros pedem segurança.

Atraso em Del Castilho
Segundo a Metrô Rio, o trem pelo qual a reportagem do EXTRA esperou 8 minutos, na estação de Del Castilho, realmente enfrentou problemas ao longo do percurso, inclusive com o fechamento de portas. Além disso, o trem começou o percurso, na Pavuna, com 8 minutos e 32 segundos de espera.

— O trem fica muito tempo parado. É perigoso. Ficamos mesmo à mercê da sorte — disse Maria Cristina Martins de Oliveira, de 51 anos.

Trem: Ramal de Saracururna ganha novo trem

Fonte: O Globo

O ramal ferroviário de Guapimirim/Saracuruna ganhou, nesta sexta-feira, um novo trem para operar na linha. A composição tem três vagões, travamento automático de portas, além de avançado sistema de freios e de rodagem. O trem vai substituir o que opera na linha e é da década de 1970. Equipes da Secretaria de Transportes já realizaram uma série de testes estáticos, de freios e dinâmicos no equipamento.



Segundo a Secretaria de Transportes, a linha, que tem 42 km de extensão e passa por três municípios da Baixada Fluminense (Duque de Caxias, Magé e Guapimirim), está passando por uma reforma. Os trabalhos começaram pelo trecho Magé-Guapimirim, que tem 17 km, e posteriormente foram concentrados no trecho Magé-Saracuruna. Estão sendo substituídos cerca de 25 mil dormentes; são feitas a troca e a fixação de trilhos em diversos pontos; além da recuperação de pontes férreas.

Supervia: Superlotação, atrasos... Constantes no ramal Santa Cruz

Nosso leitor Fábio Henrique nos enviou estas imagens onde podemos ver trens lotados e passageiros aguardando mais de 30 minutos pela partida dos trens no ramal Santa Cruz.

Trens lotados, passageiros praticamente pendurados nos trens.


Superlotação dentro dos vagões. Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no tempo e espaço? Na Supervia isso é possível.


Passageiros esperam por mais de 30 minutos pela partida do trem no ramal Santa Cruz.


A espera continua.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Metrô Concessão fora de controle

Fonte: O Dia

Depois de exigir que a Metrô Rio resolva as falhas operacionais da Linha 1A até o dia 10, a Agetransp (agência que regula o transporte público) mira em outro alvo: o contrato de concessão entre a empresa e o estado. O órgão já constatou que o acordo não está sendo cumprido, mas alega que o texto sobre as obrigações da concessionária é vago e não estabelece o tempo de espera pelas composições, nem tampouco a lotação dos vagões.


Série de panes no metrô levou Ministério Público a entrar com ação: a Agetransp pediu explicações sobre os problemas ocorridos ontem nos sistemas metroviário e ferroviário

A obrigação contratual de oferecer conforto aos passageiros não vem acontecendo. “Nós comprovamos o caos, mas não podemos determinar o tempo de intervalo e número de passageiros por metro quadrado, porque esses detalhes não foram estabelecidos”, contou o conselheiro da Agetransp, Herval Barros.

A agência cobrou da empresa, terça-feira, o cumprimento do contrato. “Eu comprovei o transtorno que é andar de metrô. No Carnaval, de dia, os trens nem paravam em algumas estações e os usuários não foram avisados”, acrescentou Barros. A Metrô Rio afirma que, no Carnaval, o serviço só foi alterado de madrugada.

No contrato de concessão, há a previsão de intervenção do estado quando a regularidade do serviço estiver ameaçada, o que não está nos planos do governo estadual.

A Justiça analisa pedido de anulação da prorrogação da concessão do metrô. “Se for acatado, a empresa perderá o direito de explorar o serviço”, garante o deputado Alessandro Molon, autor da ação. Ele tenta também, nos tribunais, reverter a decisão da presidência da Alerj de barrar a CPI do Metrô. Amanhã haverá uma audiência pública na Casa sobre o caos no sistema.

O Ministério Público tenta na Justiça acabar com a linha 1A, que eliminou a baldeação no Estácio. Pesquisa do Ibope, realizada entre os dias 4 e 11, mostrou que 60% dos mil passageiros entrevistados aprovam o fim da transferência de linhas. Sobre as mudanças geradas pela nova conexão, 43% consideram-nas positivas e 23%, negativas.

Metrô e Ministério Público divergem sobre lotação

Afinal, qual é a medida do aperto nas quentes e superlotadas composições da Linha 2? A Metrô Rio e o MP divergem: a empresa diz que a média é de 5,8 passageiros por metro quadrado de vagão — podendo chegar a 7,2 em casos extremos. Já a Promotoria, na vistoria de janeiro, constatou 7,7. No meio da discussão, os usuários continuam sofrendo.

“Muitas vezes não preciso nem segurar no ferro, fico tão esmagada que não caio, todos se seguram. Mas o calor sufoca e chego ao serviço amassada. Já desci no meio do caminho para pegar ônibus, com medo de passar mal”, contou a securitária Luciana Tavares, 34 anos, que trabalha no Centro e mora em Irajá.

De acordo com o MP, especialistas alegam que o desconforto começa quando o índice de ocupação nos vagões ultrapassa seis passageiros por metro quadrado.

Em São Paulo, segundo a Companhia do Metropolitano, as três principais linhas (das quatro em operação) têm taxas de cinco, sete e nove passageiros, respectivamente, nos horários de pico. Em Tóquio, a terceira maior malha metroviária do mundo, o índice é de 10/m². No de Hong Kong, 6,5/m².

Autor da ação civil pública que pede a suspensão da conexão Pavuna-Botafogo, o promotor do Ministério Público Estadual Carlos Andresano Moreira crê que a operação do metrô oferece risco aos passageiros, o que a concessionária nega. Ele criticou a atuação da Agetransp, que deveria fiscalizar a empresa.

O DIA: Ação civil pública movida pelo senhor contra a Metrô Rio pede a suspensão da Linha 1A; portanto, a volta da baldeação no Estácio, que não agradaria aos passageiros. A mudança seria mesmo necessária?
Carlos Andresano: O meu pedido está baseado em estudos que apontam riscos para os passageiros. Eu mesmo constatei falha na sinalização em uma viagem que fiz no trecho entre São Cristóvão e Central. Também sei que a baldeação não é nada confortável, mas, pelo menos, é mais segura.

A Metrô Rio e a Secretaria Estadual de Transportes desqualificam a tese do engenheiro Fernando Mac Dowell, que foi anexada à sua ação.
O estudo foi encomendado pelo Ministério Público ao Mac Dowell porque ele conhece bem o sistema do metrô e até participou da construção, mas ele não foi nossa única fonte. Viajei acompanhado de técnicos do MP e comprovei falhas na sinalização. Uma simples pane pode custar a vida de milhares de pessoas e isso é suficiente pra embasar uma ação.

Mas a empresa defende que a ligação em Y é segura, assim como o declive construído recentemente.
A ação não questiona exclusivamente a manobra feita para unir as duas linhas. Mas o risco maior que ela provoca, com a possibilidade de falhas, que são frequentes. A irregularidade dos intervalos, somada às falhas, é o que torna a operação mais perigosa do que a baldeação no Estácio.

A ação pede que, além de suspender a conexão Pavuna-Botafogo, a concessionária cesse a venda de bilhetes quando as estações estiverem lotadas e faça um depósito-caução de R$ 10 milhões para indenizar passageiros. O senhor acredita que isso resolveria os problemas atuais do metrô?
A ação está baseada, principalmente, no descumprimento das cláusulas contratuais por parte da empresa. A concessionária deveria zelar pela segurança e oferecer um mínimo de conforto a quem depende dos serviços que ela se comprometeu a oferecer. E a consequência disso está diariamente nos jornais e no relato das pessoas que procuram o MP. Acredito que a decisão da Justiça será em favor desses milhares de passageiros.

O que a concessionária Metrô Rio poderia fazer para que o serviço que ela se comprometeu a oferecer seja de qualidade?
Ela não precisa fazer nada além do que está previsto no contrato. Se a agência reguladora Agetransp fosse mais atuante, provavelmente os problemas seriam menores. Não existe um trabalho de fiscalização; por isso, as coisas chegaram a esse nível em que estão.