segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Metro Rio quer inaugurar estação Cidade Nova em outubro

Fonte: Extra

A concessionária Metro Rio pretende inaugurar, em outubro, a estação de metrô da Cidade Nova, na Avenida Presidente Vargas. O projeto inclui uma passarela de acesso, que ligará a sede da prefeitura à estação. A passarela cruza a Avenida Presidente Vargas.

A previsão de conclusão das obras já foi adiada duas vezes. Em dezembro, quando inaugurou a ligação Pavuna-Botafogo, a empresa anunciou que a estação ficaria pronta em fevereiro deste ano. Nova previsão foi dada depois para junho.

A obra é assinada pelo escritório JBMC — o mesmo que assinou o design das estações Cardeal Arco Verde, Siqueira Campos e Cantagalo, em Copacabana.

A concessionária pretende ainda urbanizar toda a região do entorno da estação. A empresa informou que a empresa também vai construir um jardim e uma praça no local para a população.

A estação está sendo preparada para permitir a futura ligação com a Rodoviária Novo Rio e com a Estação da Leopoldina, possível terminal de trem de alta velocidade (TAV), que ligará o Rio a São Paulo.

Obras em passarela avançam / Foto: Cléber Júnior


Estação quase pronta / Foto: Cléber Júnior


Estação do metrô Cidade Nova / Foto: Cleber Júnior




Região da estação de metrô Cidade Nova será urbanizada

Fonte: O Globo

RIO - A região do entorno da estação de metrô Cidade Nova, na Avenida Presidente Vargas, será urbanizada pela concessionária Metrô Rio. Além da estação e de uma passarela de acesso - que já estão em construção - a área ganhará, também, um jardim e uma praça para a população. A empresa investirá no total R$ 80 milhões, incluindo a urbanização, as obras do metrô e da passarela.

A nova estação deve ser inaugurada em outubro, quando todo o complexo estiver pronto, em perfeita condição de funcionamento e atendimento ao público. Ela já está sendo preparada para permitir a futura ligação com a Rodoviária Novo Rio e com a Estação da Leopoldina, possível terminal do trem de alta velocidade (TAV) que ligará o Rio a São Paulo.

A passarela que liga a Prefeitura à nova estação teve sua obra prolongada a pedido da prefeitura, a fim de reduzir o impacto no trânsito da Avenida Presidente Vargas, que precisaria ser interditada em vários horários para a instalação de cinco elevadores de acesso para deficientes e pessoas com dificuldade de locomoção. Com o novo cronograma, as interdições na via acontecerão na maioria das vezes de madrugada, sem prejudicar o tráfego de carros e ônibus durante o dia.

Trem: Colisão entre dois trens da Supervia deixa duas pessoas feridas

Fonte: JB

Um trem que saiu da estação Central do Brasil para Santa Cruz colidiu, em baixa velocidade, outro trem sem passageiros, que estava estacionado à frente na manhã desta segunda-feira, dia 09. Por causa da freada brusca, duas pessoas que estavam na composição ficaram levemente feridas, receberam os primeiros socorros e foram encaminhadas ao atendimento do SAMU.

A empresa já iniciou o procedimento para apuração das causas da ocorrência. A circulação em todos os ramais não foi alterada.

Acidente de trem deixa dois passageiros feridos na Central do Brasil
Fonte: O Dia

Bombeiros foram deslocados para socorrer passageiros de um trem envolvido em um acidente na altura da Central do Brasil, na manhã desta segunda-feira. Duas pessoas ficaram feridas na batida. O trem saía da Central, por volta de 9h, com destino a Santa Cruz e teria freado bruscamente, pouco depois da partida, e a poucos metros da estação. Alguns passageiros bateram com a cabeça e outros tiveram crise nervosa.



Em nota, a SuperVia informou "que às 9h16min, um trem que saiu da estação Central do Brasil para Santa Cruz bateu, em baixa velocidade, em outro trem sem passageiros, que estava estacionado à frente".

A concessionária também esclareceu que os técnicos e agentes da Supervia foram para o local e conduziram os passageiros para a plataforma. Duas pessoas, levemente feridas, que estavam na composição, receberam os primeiros socorros e foram encaminhadas ao atendimento do SAMU. A empresa já iniciou o procedimento para apuração das causas da ocorrência. A circulação em todos os ramais não foi alterada.

Trem: Estação subterrânea para unir Madureira

Fonte: O Dia

Um dos bairros mais tradicionais do subúrbio está perto de se tornar pioneiro em ousado projeto ferroviário. Em parceria com a SuperVia, a Prefeitura do Rio estuda fazer da atual Estação Madureira, por onde circulam mais de 22 mil usuários todo dia, uma passagem subterrânea. O local tem a segunda maior movimentação entre todos os terminais de trens do Rio, perdendo apenas para a Central do Brasil. A intervenção seria realizada num trecho de dois quilômetros, com o objetivo principal de integrar os dois lados do bairro, cujos cerca de 60 mil moradores são hoje divididos pela linha férrea.



A estimativa é que as obras durem dois anos a partir da aprovação da planta. O projeto já foi apresentado às diversas lideranças comunitárias do bairro, numa reunião realizada há dois meses. Naquela ocasião, o então diretor de Marketing da SuperVia, José Carlos Leitão, admitiu se tratar de uma grande revolução no sistema ferroviário.

No local onde funciona hoje a Estação Madureira seria construída a ‘Praça do Conhecimento’, projeto de LAN house pública da Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia, além de outras opções de lazer e área verde. Os viadutos que hoje em dia são utilizados para interligar os dois lados do bairro seriam demolidos. “Dentro da estação subterrânea, segundo o atual projeto, construiríamos lojas”, adiantou o então diretor José Carlos Leitão.

A prefeitura cogitou levantar grande shopping no terreno da estação, mas a decisão poderia comprometer diretamente os lucros do atual comércio existente no bairro. Por isso, a ideia já foi praticamente descartada. Para o subprefeito da Zona Norte, André Luiz dos Santos, a obra representaria o fim de uma mutilação. “Os bairros que são cortados por uma linha de trem acabam sofrendo muito. Esse contato entre os dois lados de Madureira vai permitir um crescimento homogêneo em todas as esferas”, opina André Luiz.

Desapropriações

Estima-se que, para realizar a obra, seriam necessárias 150 desapropriações em dois quarteirões da Rua João Vicente, paralela à linha férrea. O valor do projeto não foi divulgado, mas existe a possibilidade de a prefeitura fixar parcerias com investidores estrangeiros. Numa segunda etapa, o mesmo plano seria levado para o Méier, como confirmou na última sexta-feira o administrador regional do bairro, Reynaldo Velloso, já animado com a possibilidade. “Nasci e cresci no Méier. Seria um projeto com consequências maravilhosas para nossos moradores”, destacou.

Quem circula diariamente pela região de Madureira aprovou a possível mudança. “O trem é um transporte de massa como metrô ou ônibus, mas nunca recebeu os mesmos investimentos. Acho muito positiva a ideia. Tomara que seja um projeto que não fique esquecido na mesa das autoridades, mas, sim, executado o mais breve possível”, opina o agente de saúde Antônio de Souza, 43.

Por meio de nota, a SuperVia ressaltou que presta total apoio às intervenções que visam a melhorar a qualidade de vida da população e o serviço ferroviário de passageiros na Região Metropolitana do Rio.

Vila das Torres começa a ser retirada

Mais de 400 famílias já foram removidas da Vila das Torres, em Madureira, e realocadas em unidades habitacionais de diversos pontos pelo programa federal ‘Minha Casa, Minha Vida’, segundo o subprefeito da Zona Norte, André Luiz dos Santos. No local, adquirido da Light pela prefeitura por R$ 20 milhões em novembro, será erguido o Parque de Madureira, com pistas para corridas, quadras poliesportivas, lagos e a LAN house pública da Praça do Conhecimento, que também terá biblioteca. O espaço será arborizado, o que reduziria a temperatura do bairro em até cinco graus.

“A obra vai atrair, em média, 1 milhão de pessoas por fim de semana, além de um ganho na qualidade de vida dos moradores para os próximos 100 anos”, frisou André. O terreno de 112.942 mil m² será transformado na 2ª maior área de lazer a céu aberto da cidade, só perdendo para o Aterro do Flamengo. Até o fim do ano, 833 residências terão sido derrubadas. A Secretaria de Obras informou que as intervenções devem ser iniciadas já em janeiro. Enquanto isso, a Light realiza a retirada das torres.

Associação comercial cobra conservação

O secretário-geral da Associação Comercial de Madureira, Gilberto Marçal, morador de Madureira desde 1950, aguarda a concretização dos projetos anunciados, mas, receoso, cobra atenção à manutenção do bairro. “A conservação é tão importante quanto o investimento nas obras.

As gestões anteriores fizeram o programa Rio Cidade I e II aqui, mas não investiram em manutenção. Por isso, temo que o mesmo ocorra com obras tão sofisticadas como a nova estação e o parque”, explica, adiantando que a associação vai lutar para levar a 6ª Inspetoria da Guarda Municipal, no Viaduto Negrão de Lima, para dentro do novo espaço: “Esperamos, assim, garantir segurança 24h no local”.

Os usuários dos trens do Rio compartilham da mesma preocupação. Enquanto esperava uma composição do ramal de Deodoro na Estação Madureira, o balconista Francisco Ribeiro, 36, cobra conservação por parte dos órgãos responsáveis e também dos passageiros. “Falta educação e respeito das duas partes. O usuário do metrô não joga papel no chão, por exemplo. No entanto, a limpeza é muito maior”, disparou.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Metrô: Marcação cerrada no Peixe

Fonte: O Dia

Acostumado a enfrentar a marcação cerrada dos zagueiros em campo, o ex-jogador Romário não conseguiu driblar a superlotação do metrô do Rio, onde nunca tinha viajado. Candidato a deputado federal pelo PSB, o Baixinho foi ontem da Carioca à Pavuna fazendo corpo a corpo com os passageiros durante 48 minutos. Mas o Peixe, que está acostumado com o conforto de carrões de luxo, parecia mais uma sardinha enlatada.



“Isso aqui está muito cheio! Não imaginei que ficasse tão apertado assim”, reclamou Romário, que, logo na chegada à Carioca, teve que mostrar habilidade para furar a retranca dos seguranças. Com jeitinho, conseguiu embarcar com cabos eleitorais e até distribuiu santinhos para os agentes. Em troca da cortesia, poses para fotos.

Antes do embarque, o candidato estava tenso. “Soube que tem tido muitos problemas aqui no metrô. Mas, se Deus quiser, hoje vai dar tudo certo”, torcia Romário, que não conseguiu esconder o desconforto.

Assediado pelos passageiros, que não paravam de pedir para tirar fotos com celulares, a cada estação deixada para trás, ele perguntava quantas ainda faltavam para chegar ao ponto final.

“Está achando apertado? Você ainda deu sorte, porque hoje não está tão cheio e o ar-condicionado está funcionando”, disparou o passageiro Valdecir Dias, 51 anos, que aprovou a iniciativa de Romário.

“Gostei de vê-lo aqui. Quer representar o povo? Tem que conhecer nossas dificuldades”, destacou a passageira Clara Beltrão, 48 anos.

No trajeto, o Baixinho ficou o tempo todo em pé. Autor da frase “mal entrou no ônibus, já quer sentar na janela”, uma referência ao ex-técnico do Fluminense, Alexandre Gama, Romário admitiu: “Seria o ideal (estar na janela), mas isso aqui está tão cheio que não consigo chegar até ela”, brincou.

Na Pavuna, Romário andou até a rodoviária do bairro. Depois, voltou para casa. De carro.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Metrô: entrega do metrô Barra-Zona Sul antes das Olimpíadas só com verba em caixa, dizem especialistas

Fonte: O Globo

O compromisso de entregar as obras de expansão do metrô da Zona Sul à Barra da Tijuca antes dos Jogos Olímpicos de 2016, firmado pelo governo do estado com o Comitê Olímpico Internacional (COI), tem prazo muito apertado, na avaliação de especialistas consultados pelo GLOBO. Para o engenheiro de transportes da UFRJ Geovani Manso, a promessa do estado de entregar as obras até dezembro de 2015 demonstra "falta de conhecimento técnico". Ele disse que o prazo para construção de duas estações de metrô leva, em média, oito anos.

- Sinceramente, desconheço a tecnologia que permita a conclusão de uma obra desse porte num período tão curto. Se a obra começasse hoje, levaria ainda oito anos para ficar pronta - afirmou.

O arquiteto e urbanista e ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner concorda que o prazo de entrega das obras é apertado, mas acha que é possível cumpri-lo.

- É possível fazer, mesmo com o prazo apertado, desde que os projetos estejam prontos e os recursos à disposição - disse, ponderando que, no caso do metrô até a Barra, a data de entrega das obras deixa de ser importante. - O relevante mesmo serão os benefícios que a população vai receber em termos de mobilidade e deslocamento na cidade.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do governador Sergio Cabral argumentou que o paradigma de que o estado não cumpre prazo já foi "quebrado", tendo em vista a conclusão da estação General Osório, entregue no cronograma previsto de três anos.

domingo, 1 de agosto de 2010

VLT: Macaé larga na frente e ganhará VLT em 2011

Fonte: O Globo

De Princesinha do Atlântico à capital nacional do petróleo, Macaé será a primeira cidade do estado a contar com um sistema de metrô de superfície, um VLT (veículo leve sobre trilhos), previsto para entrar em operação no fim de 2011. A iniciativa em Macaé ocorre anos à frente do Rio, que deverá ganhar um VLT para circular pelo Centro, na segunda fase do projeto Porto Maravilha, a tempo dos Jogos Olímpicos de 2016. A escolha do opera$do serviço carioca será alvo de uma licitação da prefeitura ainda sem data.

O VLT macaense ligará os bairros Lagomar a Imboassica, num total de 25km de extensão. Inicialmente serão construídas seis estações e cada composição terá capacidade para transportar até 660 passageiros por viagem. Inicialmente, o sistema será operado pela Central (antiga Flumitrens), do governo do estado.

Pelos cálculos da prefeitura, o VLT vai beneficiar mais de seis mil pessoas por dia, interligando todo o perímetro urbano da cidade, que sofreu uma $ão demográfica devido à indústria do petróleo. O percurso, de ponta a ponta, hoje é coberto em 70 minutos em ônibus convencionais. Com o VLT, o tempo de viagem cai para meia hora. As composições do VLT vão substituir por hora o equivalente a 8,25 ônibus.

- A ideia é ampliar o projeto, num segundo momento, para um transporte regional integrado por meio da linha férrea, ligando Macaé a Rio das Ostras pelo sul e a Campos, passando por Carapebus e Quissamã, pelo norte - disse o prefeito de Macaé, Riverton Mussi.

Metrô: Cabral enfatiza que estudo da FGV é só sobre a 2ª etapa das obras; propostas de associações de moradores estão fora de análise técnica

Fonte: O Globo

O governador Sérgio Cabral enfatizou neste sábado que o estudo contratado à Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a expansão do metrô até a Barra refere-se apenas ao trecho entre a Gávea e a Praça General Osório, em Ipanema. Esse trecho, segundo o governo do estado, é uma segunda etapa das obras iniciadas em março, com escavações no Maciço da Tijuca. Segundo Cabral, as obras da Linha 4, entre o Jardim Oceânico, na Barra, e a Gávea, têm projeto executivo e licenciamento ambiental, e podem ser tocadas junto com o estudo da FGV sobre o trecho Gávea-Ipanema. O trecho em análise pela FGV deverá ser implantado como uma expansão da Linha 1 e se encontraria com a Linha 4 na Gávea.

- Jamais no meu governo eu começaria uma obra sem projeto - disse Cabral durante uma caminhada pela Saara, cumprindo agenda de campanha.

O governo estadual argumentou que, por ser uma obra de grande porte, a implantação do metrô costuma ser feita por etapas, dando prazo mais largo de trabalho no detalhamento de novos trechos.

Em nota, o estado descartou a possibilidade de o estudo da FGV levar em conta uma proposta que vem sendo discutida por associações de moradores da Zona Sul e da Barra, num grupo batizado de "O metrô que o Rio precisa". Conforme O GLOBO mostrou neste sábado , as associações defendem que, na Barra, o metrô seja estendido ao Terminal Alvorada (com estações nas imediações do Canal de Marapendi e do condomínio Nova Ipanema) e, a partir da Gávea, que o trajeto siga por Humaitá, Botafogo, Laranjeiras e Centro (terminando na Estação Carioca). Segundo o estado, no entanto, nada impede que, no futuro, os trechos sejam contemplados.

O início das obras da Linha 4 sem detalhamentos de estudos sobre a expansão da Linha 1, contudo, foi criticado por parlamentares e especialistas. Vice-governador na gestão de Marcelo Alencar (1995-98), quando foi feita a concorrência original da Linha 4, ligando a Barra a Botafogo, o deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha (PSDB) disse achar temerário que o estado tenha iniciado as escavações sem que todos os estudos e projetos estejam concluídos.

- Eu acho o trajeto pela Zona Sul viável e não sou contra o metrô para a Barra. Mas é preciso ter clareza de custos, de quantas pessoas irão usar essa linha e qual é o impacto ambiental disso. Metrô se viabiliza com gente entrando e saindo da estação. Inverteram as coisas - criticou.

Já o engenheiro de transportes Fernando McDowel, que coordenou a implantação da Linhas 1 e 2 do metrô, diz que o estudo da FGV deveria contemplar a demanda e a operação não apenas do trajeto proposto pelo estado, mas também do traçado original da Linha 4 (Botafogo-Jardim Oceânico).

- É preciso saber a melhor solução entre as duas linhas. Mesmo porque a demanda do trecho Zona Sul já foi contabilizada por mim no ano passado, num estudo encomendado pelo governo federal. E chegamos ao número de cerca de 183 mil pessoas por dia a mais no metrô, se ele passar pela Zona Sul.

Segundo o estado, a ligação Gávea-Botafogo atenderia 110 mil pessoas por dia, enquanto a alteração do traçado para Gávea-General Osório ampliaria o uso do metrô para 230 mil pessoas por dia.